registos, memórias e dicas de vadiagens...

Domingo, 2 de Dezembro de 2007
Morte de Magalhães

Uma cena que retrata a última batalha de Magalhães em Mactan, onde acabou por morrer.

A pequena baía, rodeada de mangues, onde se travou a última batalha de Magalhães.

Uma espécie de obelisco em estilo neoclássico, erguido em meados do séc. XIX durante a dominação colonial espanhola, que recorda Magalhães.

Uma estátua em estiulo «pop», erguida em meados do sec. XX, depois da independência filipina, que recorda Lapu-Lapu, o cacique índio.

O peixe com o nome Lapu-Lapu. «Lapu-Lapu comeu o Magalhães, coma vovê agora o Lapu-Lapu».

 

É óbvio que as legendas das imagens remetem para crónica "Nos Passos de Magalhães", de Gonçalo Cadilhe, que esta semana chegou ao fim e vinha sendo editada na "Única". É óbvio para quem leu a crónica, e esses, será que também tiveram a sensação que o texto foi escrito com desdém, nostalgia, inconformismo, eventualmente alguma revolta pelo que aconteceu em 1521? Na verdade, também eu achei o local pouco interessante, quando por lá passei no mês de Agosto, numa vadiagem editada a 25 desse mês, no entanto, para chegar ao ponto de comparar um monumento de Mactan com uns palheiros da praia de Mira, teria eventualmente de passar por muito mais, seguindo todo o percurso do navegador português, como o fez Gonçalo Cadilhe, e sentindo na pele a grandiosidade do seu evento - a primeira circum-navegação do planeta.

 



publicado por allaround às 07:40
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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
O Padrinho

Quem não se lembra do filme O Padrinho? E da banda sonora? Enquanto estava em Mactan, filmei mais um registo sonoro, o que se ouve no vídeo que se segue.



publicado por allaround às 12:00
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
Alegre

Na ilha de Mactan, localidade de Abuno, existem diversas fabricas de guitarras, sendo a mais famosa de todas a Alegre.

Sendo um dos locais que gostaria de visitar, deixei esse momento para quando regressasse de Bantayan island, antes de voar para Manila, de onde tinha bilhete de regresso à Europa.

Estando bem em Bantayan, foi difícil regressar. Regressar a Cebu, iniciar um retrocesso, retrocesso esse que representava para mim uma marcha em direcção ao final das férias, passando por locais onde outrora já tinha estado. Mas foi também difícil porque o último dia foi recheado de pequenos nadas, todos eles insignificantes, mas quando conjugados me deram a sensação que abandonar a ilha podia ser para outro dia, pelo menos apetecia-me. Mas assim não foi. E ainda bem (diria depois)!

Cheguei a Cebu city e fui directo ao aeroporto. Nem podia acreditar, não havia voos disponíveis, a não ser na segunda-feira de manhã... Mas essa história já aqui foi contada...!

Não visitei a fábrica. Mas vi os instrumentos, alguns apenas, é certo, mas de qualidade impressionante e preço convidativo. P10.000 , negociáveis, com mala de transporte incluída. Em mogno, com acabamentos a rosewood e conchas embutidas.

Aqui fica um pequeno registo musical...



publicado por allaround às 12:00
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
Lapu-Lapu

Estátua em homenagem aos Lapu-Lapu em Mactan Shrine, na ilha de Mactan.

 



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Sábado, 25 de Agosto de 2007
Hernando de Magallanes

Já aqui foi editado um post com o titulo Nos Passos de Magalhães sobre a minha passagem pela ilha de Mactan.

Cheguei à ilha ao final de tarde, vindo de Borocay onde tinha passado uns dias fantásticos. E noites também! Na verdade, foi na última noite que me estiquei um pouco mais que a conta e por isso mesmo no dia seguinte foi uma carga de trabalhos para me levantar, arrumar a tralha, apanhar um tricycle , um barco, outro tricycle e chegar finalmente ao aeroporto. E lá parti.

Em Mactan fui directamente de taxi, do aeroporto, até ao denominado Mactan Shrine, dedicado não só ao nosso Fernão de Magalhães mas também aos Lapu-Lapu, tribo local que no passado 27 de Abril de 1521 o derrotou, quando este os subestimou e se deslocou a terra para lhes dar uma lição de diplomacia, apenas porque ofereciam resistência à sua proclamada intenção de domínio de tudo e de todos por onde passava, com a agravante de querer evangelizar todos quantos pudesse, convertendo-os ao cristianismo.

Como se diz na gíria popular, saiu-lhe o tiro pela culatra, e foi mesmo Fernão de Magalhães que veio a morrer depois dessa batalha.

Os Lapu-Lapu são assim os primeiros grandes heróis da nação Filipina, mas honestamente, não me parece que o monumento a eles erguido seja assim tão imponente, e digno da história que eles escreveram, nem tão pouco aquele que lá se ergueu, no mesmo espaço, fechado e bem tratado, diga-se em abono da verdade, que se dedica ao primeiro homem da história a circum-navegar o planeta, provando definitivamente que a terra é redonda e pode se coberta inteiramente por mar.

E atrás quando referi o navegador Fernão de Magalhães como nosso, não o fiz em vão, foi propositadamente, até porque não percebo como foi possível mudarem o seu nome para Hernando, o correspondente Castelhano para o nome próprio em Português de Fernando?! Acresce ainda que me deparei em diversas ocasiões, em conversas espontâneas mas propositadamente dirigidas ao tema, que os Filipinos, na sua maioria, pensam que Fernão de Magalhães era Espanhol?!

(monumento dedicado a Fernão de Magalhães, em Mactan Shrine )

A baía onde se travou a batalha atrás referida tem o nome do nosso navegador, baía de Magalhães, mas também essa passa perfeitamente despercebida, não se desse o caso de lá ter ido de propósito para visitar o lugar. É certo que quando lá cheguei a maré estava vazia, o que dava ao cenário um aspecto ainda mais desolador, com algumas cabanas de pescadores assentes em estacas e outras quantas embarcações à espera que a água enchesse e as deixasse navegar, se é que não estão lá apenas para turista ver, mas se assim é o cenário pode ainda ser considerado mais pobre, sem encanto e sem o impacto que se espera para quem tem hoje em dia o nome atribuído em tantas coisas como inclusive uma sonda americana que estudou o planeta Vénus ente 1990 e 1994, a sonda Magalhães.

(perspectiva de baía de Magalhães)

Perdi completamente a vontade de visitar outros lugares dedicados a Fernão de Magalhães, como Magellan's Cross em Cebu city, mas descobri posteriormente, já em Manila, que existe uma estação de metro, o metro de superfície da cidade, com o seu nome, assim como uma Village, ambas em Paranaque, a sul de Malate.

 



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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
Nos Passos de Magalhães

Este não  é certamente um dos artigos do viajante Gonçalo Cadilhe, que semanalmente vem editando na Única, revista do Expresso, a história da vida do navegador Português Fernão de Magalhães. Mas como passei pela ilha de Mactan e visitei o memorial ao primeiro homem a circum-navegar o planeta, lembrei-me de dar este titulo à vadiagem.

Foi nesta ilha que ele morreu e tal aconteceu porque na sua intenção de evangelizar o mundo por onde passava, obtendo  resistência da tribo Lapu-Lapu, resolveu dar-lhes uma lição , pessoalmente, deslocando-se a terra com um contingente de poucos homens. Em resultado disso mesmo, quem recebeu a maior e mais penosa lição da sua vida foi ele, vindo a morrer nessa batalha.

(Memorial a Fernao de Magalhaes )

 

Mais se poderia dizer, acescentar e editar, mas  verdade é que isso terá de ficar mesmo para depois, pois ainda nao tinha tido acesso tão lento à internet...

 



publicado por allaround às 12:56
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